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Como retomar a economia após a crise provocada pelo coronavírus?

Economistas e cientista contábil listam ajudas do governo para a iniciativa privada, obras públicas, contenção de gastos públicos, entre outras medidas

A intensidade de cada uma dessas situações vai depender das medidas emergenciais adotadas pelo governo e a sua efetividade
A previsão para o cenário econômico brasileiro pós-coronavírus não é nada bom: piora nas contas públicas, diminuição da capacidade produtiva da economia devido ao fechamento de empresas e desemprego em nível recorde. 
 
Mas a intensidade de cada uma dessas situações vai depender das medidas emergenciais adotadas pelo governo e a sua efetividade. A grande dúvida é como fazer para retomar a atividade e o crescimento econômico quando a fase mais aguda da crise passar. 
 
Segundo o professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV), Nelson Barbosa, é um erro achar que o mercado vai se recuperar sozinho sem que o governo interfira. 
 
“Teremos famílias e empresas com renda menor, mais dívida e maior incerteza. Então é muito difícil que o setor privado se recupere por conta própria", explicou. 
 
A BBC News Brasil ouviu cinco economistas brasileiros em busca de propostas para recuperar a atividade econômica brasileira após a pandemia da Covid-19.
 
Para Solange Srour, da ARX Investimentos, é preciso retomar a agenda de reformas anterior ao coronavírus, assim o país encontrará o crescimento sustentável, mesmo em condições de desemprego mais elevado, recessão econômica e perda do poder de compra da população.
 
Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), acredita que o caminho é reduzir o gasto obrigatório do Estado. "Gasto obrigatório não pode crescer mais do que o PIB, isso é um disparate e uma urgência a ser atacada", afirmou.
 
Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, destacou a importância de intervenções estratégicas do governo nos setores mais atingidos pela paralisação da atividade. 
 
"A sociedade tem que se perguntar se alguns setores, que foram destroçados pelo vírus, merecem algum apoio, se isso faz sentido do ponto de vista social e econômico", disse.
 
Já Nelson Barbosa, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, pede frentes de trabalho para que haja a retomada de obras paradas. 
 
"É preciso que o governo adote um plano de reconstrução. Medidas temporárias, sim, mas que provavelmente vão durar mais de um ano", pontuou.
A professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Laura Carvalho, citou a necessidade de medidas redistributivas e renda básica permanente.
 
"Temos no Brasil uma informalidade recorde e essa crise tende a agravar isso. Então temos que pensar na possibilidade de uma rede de proteção social maior, universal e que seja permanente", finalizou.
 
Já Ronaldo Dias, contador, cientista contábil e diretor da Brasil Price, lembra que os recursos públicos ficarão cada vez mais escassos com as quedas na arrecadação e isto deve ser uma alerta para as decisões do governo.
 
“Não concordo em gastar dinheiro nosso, que não temos, com obras públicas, tipo o PAC ou algo do tipo. Entendo que  precisamos de dinheiro novo para investimentos em infraestrutura, pois, a partir de agora, serão menos impostos e menos dinheiro disponível para os governos fazerem isso com dinheiro ‘público’”.
 
Saiba mais acessando o site Uol Economia (https://bit.ly/2VKZh9Y)
Imagem: Empreendedores Web
 
Por em às 08:00:00