Natal no Brasil será com menos produtos importados

Natal no Brasil será com menos produtos importados

É a primeira vez que isso acontece nos últimos 10 anos. Pandemia e dólar alto contribuíram para a redução nas compra de mercadorias estrangeiras

2020 está finalmente acabando, o ano de uma pandemia em que um vírus  matou mais de 1 milhão e meio de pessoas no mundo inteiro. Novos comportamentos tiveram que ser adotados, entre eles o distanciamento social e o lockdown, tudo feito na esperança de controlar a doença. O conjunto de ações acabou desvalorizando moedas de países emergentes e prejudicando a economia global. 

Toda essa série de acontecimentos mudou os costumes dos brasileiros, que terão o natal com menos importados em mais de uma década. A estimativa é da  CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), que usou como base os dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia).

Vamos aos números

De setembro até novembro deste ano, o Brasil importou R$1,85 bilhão em produtos natalinos; no mesmo período do ano passado, foram importados R$2,2 bilhões, uma queda de 16,5%. O dólar alto contribuiu para a diminuição das importações, a indústria de pescados, por exemplo, teve um recuo de 52% nas compras vindas do exterior.

Aí já viu, né? A desvalorização do real frente ao dólar afastou os compradores dos enfeites natalinos, castanhas, pescados, frutas típicas, roupas, brinquedos, perfumes e carnes processadas. Somente vinhos e espumantes tiveram um crescimento nas importações, alcançando um aumento de 23%.

Crescimento

A CNC estima que as vendas de Natal devem crescer 3% em 2020, quando comparado com 2019, e só não vai crescer mais devido a três fatores: redução do valor do auxílio emergencial, alta no preço dos alimentos e a alta do dólar. 

Mas se o Brasil é um grande produtor de alimentos, porque os alimentos estão tão caros? É aqui que o valor do dólar entra: como está valorizado, o produtor prefere vender para fora, o produto então fica escasso no país, levando à alta de preços.

Para mais informações, acesse: Uol Economia (http://bit.ly/3auOcBZ)

Imagem: SA Varejo

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