Quedas da Bolsa de Valores e o dólar alto não prejudica só o acionista, faz mal para você também

Muitos itens vendidos no Brasil, como pãozinho, tem seu valor atrelado ao dólar

Com a pandemia provocada pelo novo coronavírus (Covid-19), as economias do Brasil e do mundo enfrentam uma amarga crise. Com a queda da Bolsa, não são só os acionistas que perdem: a quebra do mercado financeiro atinge até quem nem sabe como a Bolsa de Valores funciona.
 
As empresas que estão na Bolsa e enfrentam perdas vendem menos, produzem menos e demitem mais, aumentando o desemprego. O desaquecimento da economia brasileira acaba levando o investidor a procurar opções mais seguras, como títulos públicos do governo dos Estados Unidos. Como muito dinheiro está saindo do país, a cotação do dólar aumenta, o que reflete em preços mais altos no supermercado.
 
Como a maioria dos produtos industrializados vendidos no Brasil é importada, a disparada do dólar acelera a inflação, um antigo fantasma dos brasileiros. Mesmo os produtos feitos em fábricas brasileiras, como aparelhos eletrônicos ou carros, por exemplo, usam muitos componentes importados.
 
A cotação do dólar também alavanca o preço dos alimentos, como o pão nosso de cada dia. Feito de trigo, essa matéria-prima tem sua cotação definida no mercado internacional, em dólar. Se o dólar sobe, o preço do trigo também sobe, o que encarece a sua importação. Os mesmo vale para o café soja, suco de laranja e algumas frutas cujos valores são atrelados ao mercado internacional.
 
O alimento nem precisa ser cultivado lá fora para que seu preço aumente, já que muitas matérias-primas usadas em produtos necessários à agricultura brasileira são importadas, vide o caso dos fertilizantes. 
 
O preço dos remédios também sobe, já que muitos deles são importados ou produzidos aqui com componentes vindos de fora. 
 
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Imagem: Revista Exame
 
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