Relações trabalhistas engessadas impedem crescimento industrial brasileiro

Com percentual de 71,4% em encargos e direitos trabalhistas em média, o custo da mão de obra no Brasil é bem maior do que a média mundial, que é de 20,5%.

A junção do engessamento das relações trabalhistas com os altos impostos na folha de pagamento traz prejuízos para a empresa e empregados, além de ir na contramão da maioria dos países.

Com percentual de 71,4% em encargos e direitos trabalhistas em média, o custo da mão de obra no Brasil é bem maior do que a média mundial, que é de 20,5%. Se um profissional brasileiro custa US$ 30 mil por ano, US$ 21,408 mil é quanto ele custa a mais para a empresa, ou seja, o total passa dos US$ 51 mil, enquanto que, na média mundial, o mesmo funcionário custaria US$ 36,141 mil.

Os encargos trabalhistas – 13º salário, férias, hora extra, adicional noturno, dentre outros – oneram ainda mais o custo do empregado à empresa. Dentre os 90 países pesquisados pela rede internacional de Contabilidade e Consultoria UHY, representada no Brasil pela UHY Moreira-Auditores, o que apresentou pior resultado foi a Itália, com custo de 38,6%, enquanto que no Brasil o custo sobe para 71,4%.

Já entre os países mais vantajosos para o empresário estão o Egito, que paga um adicional equivalente a 3,7% do salário aos trabalhadores, a Dinamarca (4,3%), Nova Zelândia (4,5%), Emirados Árabes (7,3%), Canadá (7,4%), Reino Unido (7,9%), Estados Unidos (8,8%) e Jamaica (10,6%).

O mesmo estudo mostrou que devido ao momento econômico de 2012, houve uma retração mundial na custo adicional médio pago pelo trabalhador, mas no Brasil esse indicador não teve redução.

O Brasil tem leis trabalhistas antiquadas e engessadas, não há espaço para a negociação com o empregado, que poderia aceitar abrir mão de algum direito para garantir o emprego. Não há nenhum tipo de ação por parte do Governo para que haja a redução dos encargos trabalhistas, o que torna difícil a situação para o empresário. O custo da mão de obra é a causa da perda de competitividade das empresas brasileiras, já que os encargos impedem o crescimento do setor industrial.

 

Fonte original: Diário do Comércio

Imagem: http://casadaconsultoria.com.br/

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