Privatização da Petrobras e do Banco do Brasil é defendida por Guedes
Privatização da Petrobras e do Banco do Brasil é defendida por Guedes

Privatização da Petrobras e do Banco do Brasil é defendida por Guedes

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, tem defendido privatizações para que o governo use recursos em fundo contra a miséria. No fim de setembro, ele declarou que colocaria a Petrobras e o Banco do Brasil na “fila” das privatizações para os próximos anos, quando  participou por videoconferência do encontro “O Brasil Quer Mais”, organizado pela International Chamber of Commerce (ICC).

Segundo Guedes, “um plano para os próximos dez anos é continuar com as privatizações. Petrobras, Banco do Brasil, todo mundo entrando na fila, sendo vendido e sendo transformado em dividendos sociais“. No entanto, na campanha eleitoral de 2018, o presidente Jair Bolsonaro disse que “não gostaria” de ver a Petrobras privatizada. Na ocasião, declarou que a medida só seria feita “se não houver solução”.

Além disso, em 2019, o então presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, disse que Bolsonaro vetou a privatização do banco. Entretanto, para Guedes, o processo de privatização não está acelerado no governo Bolsonaro, mas destacou que em dois anos e meio foram privatizados o equivalente a R$ 240 bilhões. Além disso, existe a intenção do governo de privatizar a Eletrobras e os Correios. “Quem dá o ‘timing’ é a política“, acrescentou.

Guedes ainda declarou que gostaria, no futuro, de mudar o regime previdenciário para o sistema de capitalização, rejeitado pelo Congresso Nacional em 2019. Nesse regime, os benefícios são pagos de acordo com as contribuições feitas no passado pelos próprios trabalhadores.

Redução de alíquotas de importação

Guedes comentou sobre a redução de 10% na Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul que já foi implementada para bens de capital (máquinas e equipamentos) e de informática. Porém, ele ainda deseja promover uma redução para todos os produtos comprados pelo Mercosul — o que é rejeitado pela Argentina.

Segundo ele, “nossa posição é de avançar. Não vamos sair do Mercosul, mas não aceitaremos um Mercosul como ferramenta ideológica. O Mercosul é uma plataforma de integração na economia global. Se não entregar esse serviço, vamos modernizar. Os incomodados que se retirem, pois um dia a Argentina falou isso para os outros. Vamos devolver isso para a Argentina“.

O ministro defendeu que a redução continue nos próximos anos, mas é possível avançar em uma nova redução em 2022, se a reforma tributária passar no Congresso Nacional.

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